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Processo movido por 'Bebê do Nirvana' é rejeitado por justiça da Califórnia

Spencer Elden, o bebê do "Nevermind", posa com a capa do disco - Reprodução
Spencer Elden, o bebê do 'Nevermind', posa com a capa do disco Imagem: Reprodução

Colaboração para Splash, em São Paulo

04/01/2022 12h40Atualizada em 04/01/2022 13h09

A justiça da Califórnia rejeitou o processo de Spencer Elden, que aparece nu na capa do álbum "Nevermind" do Nirvana quando ainda era um bebê de quatro meses, em 1991.

Em agosto de 2021, Elden processou a banda alegando que teria sido explorado sexualmente quando criança. Os advogados dele apontaram que a imagem fez com que o jovem parecesse um "trabalhador do sexo", por uma nota de um dólar.

De acordo com o The Guardian, o jovem pediu uma indenização de pelo menos 150 mil dólares de cada um dos 15 réus, contando os membros da banda que ainda estão vivos, gravadoras e distribuidoras do álbum, e a viúva de Kurt Cobain, Courtney Love.

Segundo a BBC, a banda solicitou o arquivamento do processo em dezembro, afirmando que os argumentos de Elden não teriam mérito. Os advogados pontuaram que qualquer um que tivesse o álbum, seria culpado por posse de pornografia infantil, por exemplo.

Além disso, os advogados da banda também argumentaram que Elden se aproveitou da notoriedade que tinha por ser o "bebê do Nirvana" por muito tempo. A defesa pontuou que ele já refez a capa do álbum, tatuou 'Nevermind' e autografou capas de cópias do álbum colocados à venda no Ebay.

A equipe de advogados de Elden tinha até o dia 30 de dezembro para responder o pedido de anulação do Nirvana, mas perdeu o prazo, o que motivou a ação do juiz Fernando Olguin, responsável por rejeitar o processo.