Governo Lula elege 6 conselheiros e mantém controle na Petrobras

Conselho de Administração terá representante da Fazenda e seguirá presidido por Pietro Mendes; os acionistas minoritários continuam com 4 vagas

Acionistas da Petrobras elegeram nesta 5ª feira (25.abr) os 11 novos integrantes do Conselho de Administração para mandato de 2 anos
Copyright André Motta de Souza/Agência Petrobrás - 30.set.2019

Os acionistas da Petrobras elegeram em assembleia nesta 5ª feira (25.abr.2024) os 11 novos integrantes do Conselho de Administração da estatal. Como esperado, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu manter as 6 cadeiras no colegiado. Continua a ter o controle da principal instância decisória da companhia. 

O governo tinha indicado 8 nomes para a Petrobras, mas não esperava emplacar todos. A meta sempre foi manter as 6 cadeiras. A maioria já ocupa assentos no colegiado. Dentre eles está o CEO da companhia, Jean Paul Prates. O mandato é de 2 anos.

Pietro Mendes foi reconduzido como presidente do Conselho de Administração. Ele foi indicado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e é secretário de Petróleo e Gás do ministério. Foi afastado temporariamente do cargo pela Justiça em 11 de abril por “conflito de interesses”, mas a decisão foi derrubada.

A única novidade dentre os nomes do governo no grupo é Rafael Dubeux, indicado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A ideia de ter um representante do ministério no colegiado veio depois da crise provocada na estatal pela decisão tomada em março de não distribuir dividendos extraordinários.

Dubeux é secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda. No conselho da Petrobras, assume a vaga atualmente ocupada por Sérgio Machado Rezende, ex-ministro de Ciência e Tecnologia nos governos Lula 1 e 2.

Leia abaixo quem são os 6 nomes do governo no Conselho de Administração:

  • Pietro Mendes – presidente do colegiado e secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia;
  • Jean Paul Prates – CEO da Petrobras;
  • Vitor Saback – secretário de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia; 
  • Renato Galuppo – advogado indicado pelo Ministério de Minas e Energia; 
  • Bruno Moretti – subchefe de Análise Governamental da Casa Civil; e
  • Rafael Dubeux – secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda.

O Comitê de Elegibilidade da Petrobras já fez a análise prévia de todos os nomes de acordo com as regras internas de governança e compliance e não vetou nenhum candidato.

MINORITÁRIOS

Os acionistas minoritários mantiveram as 4 vagas no conselho. Eram 6 concorrentes. Só Aristóteles Nogueira Filho e Thales Kroth de Souza não conseguiram se eleger.

A novidade entre os nomes escolhidos foi Jerônimo Antunes, que será o representante dos acionistas preferencialistas (PN). Foi indicado por fundos geridos pelo Opportunity.

Leia abaixo quem são os 4 integrantes:

Na análise prévia dos nomes eleitos pelos minoritários, o Comitê de Elegibilidade da Petrobras não vetou nenhum, mas indicou conflito de interesses e restrições quanto a alguns deles por também estarem em órgãos de comando de outras empresas de energia.

É o caso do advogado Marcelo Gasparino, que também é conselheiro da Eletrobras, e do investidor José João Abdalla Filho, o Juca Abdalla, que também investe nas empresas Eletrobras, Cemig (onde é conselheiro), Engie e CEG-Rio. Já Jerônimo Antunes integra o comitê de auditoria da Vibra (antiga BR Distribuidora).

Para a 11ª vaga no Conselho de Administração, que é de representação dos funcionários do Sistema Petrobras, foi reeleita a conselheira Rosangela Buzanelli Torres. A recondução dela já tinha sido aprovada pelos empregados.

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