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Por — Brasília

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GERADO EM: 23/03/2025 - 13:14

STF julga Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe com segurança reforçada

Aliados de Bolsonaro preveem derrota unânime no STF em julgamento que decidirá se ele e sete aliados serão réus por crimes como tentativa de golpe de Estado. A defesa de Bolsonaro não conseguiu excluir ministros do julgamento por suspeição. Há temor de que "cortes" de falas dos ministros nas redes sociais prejudiquem a imagem do ex-presidente. Segurança reforçada é planejada para o evento.

Na véspera do início do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidirá se torna o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados réus por tentarem se manter no poder após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, o entorno do ex-mandatário acredita em um revés por unanimidade. A expectativa é de um 5 a 0 para que a Primeira Turma do STF aceite abrir uma ação penal contra os acusados pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Votarão os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Nos últimos dias, a defesa de Bolsonaro se frustrou por não conseguir tirar Zanin e Dino do julgamento sob o argumento de suspeição, já que eles processaram o ex-presidente no passado. Além de Bolsonaro, foram acusados pela Procuradoria-Geral da República: o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga Netto, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid.

Em paralelo, os aliados do ex-mandatário lamentam que o julgamento vá ser transmitido pela TV Justiça — que é regra no plenário, mas só acontece nas turmas em casos excepcionais. Além disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai fazer pessoalmente a sustentação oral, função que nas turmas geralmente fica com subprocuradores.

Há o temor de que o bolsonarismo caia em uma armadilha da qual se aproveitou por várias vezes: a produção dos chamados "cortes para as redes sociais" — a separação de trechos específicos de uma transmissão, capazes de viralizar. Aliados de Bolsonaro já esperam que palavras-chave sejam usadas nos discursos dos ministros, e que isso provoque efeito negativo, como "golpe", "decapitação", "envenenamento" e "invasão" e "depredação".

Para mobilizar a opinião pública, parlamentares aliados de Bolsonaro devem fazer cortes semelhantes, contestando trechos das falas dos ministros e compartilhando nas redes. A mobilização se justifica também por outro motivo: há uma preocupação de não parecer que Bolsonaro encontra-se "ilhado", sem apoios, e que isso se some às críticas à manifestação esvaziada que pôde ser vista neste mês, no Rio. A ideia é que os apoiadores de Bolsonaro demonstrem uma crescente na atuação nas redes até a manifestação que vai ocorrer em São Paulo.

Segurança reforçada

Ciente de que o julgamento pode mobilizar manifestações, a Corte preparou um esquema especial, que inclui segurança reforçada, transmissão da TV Justiça e até precauções contra ciberataques. O planejamento diferenciado ocorreu desde a convocação de três sessões extraordinárias, duas delas de manhã, para analisar o caso. Um plano de segurança foi elaborado em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Haverá policiamento reforçado e controle de acesso mais rigoroso. O reforço também ocorre na segurança digital, contra eventuais ataques hackers.

O julgamento começa com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes. Depois, quem vai se manifestar é o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na sequência, será a vez das defesas dos acusados. Em seguida, os ministros vão se posicionar se aceitam a denúncia, ou seja, se defendem que os acusados virem réus, ou se vão rejeitá-la. A ordem de votos é a seguinte: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

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