Biden critica ausência da China e da Rússia na COP26

Presidente norte-americano diz que os 2 países “viraram as costas” para o combate à crise climática

Joe Biden olhando para a frente com a boca franzida
O presidente dos EUA, Joe Biden, diz que ausência é "um grande erro"
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou a China e a Rússia durante a COP26. Ele afirmou que os 2 países “viraram as costas” para a crise climática, citando as ausências dos líderes Xi Jinping e Vladimir Putin na conferência realizada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Acredito ter sido um grande erro, francamente, a China não estar presente. É um tema gigantesco e eles viraram as costas. Como podem fazer isso e argumentar terem alguma posição de liderança?”, disse durante uma entrevista a jornalistas no evento na 3ª feira (2.nov.2021). “O mesmo vale para a Rússia e Putin.”

A COP26 reúne líderes de todo o mundo para discutir a crise climática. Tanto a China quanto a Rússia indicaram que suas ausências seriam pela situação da pandemia em seus países. A China enfrenta surtos de covid-19 em algumas das suas regiões, enquanto a Rússia viu o número de casos aumentar nos últimos meses.

Xi Jinping também não compareceu à reunião do G20, grupo das maiores economias do mundo, que antecedeu a COP26. Ele participou do evento sediado em Roma, na Itália, através de uma declaração escrita. A política chinesa é de tolerância zero com a covid-19 e o presidente chinês não sai da China desde janeiro de 2020.

Biden já havia criticado os dois países durante o G20 pelo que considerou falta de compromisso em apresentar políticas para frear a crise climática. O presidente norte-americano afirmou no último domingo (31.out.2021) estar “decepcionado”.

“A decepção está relacionada ao fato de que a Rússia, incluindo não apenas a Rússia, mas a China, basicamente não apareceu em termos de nenhum compromisso para lidar com a mudança climática”, afirmou na ocasião.

A China é responsável por 23,9% das emissões de gases do efeito estufa, segundo dados atualizados até 2018. O país asiático está atrás apenas dos Estados Unidos –responsável por 13,6% das emissões. A Rússia é o 6º território com maior percentagem de emissão: 3,3%. Nenhum dos 2 se comprometeu a reduzir em 30% as emissões de metano até 2030 em relação aos níveis de 2020.

O Compromisso Global do Metano, liderado pelos EUA e pela União Europeia, foi assinado por 97 países. O Brasil é um dos signatários.

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